A falta de distanciamento social e do uso de máscara entre os cidadãos que visitam a Feira Mensal das Gândaras poderá levar ao seu eventual encerramento. 

Na reunião da Assembleia de Freguesia (AF), realizada dia 25 de setembro, a presidente de Junta, Sandra Fernandes, disse que o executivo está a equacionar esta hipótese caso se verifique que quem frequenta a feira não cumpre as regras sanitárias da Direção-Geral da Saúde, em função da pandemia de Covid-19.

A responsável respondia a Alice Ferreira, do PSD, que usou da palavra no período antes da ordem do dia para dar conta dos “ajuntamentos” que afirma ter “presenciado todos os meses”, desde a reabertura da feira, em julho.

“As máscaras e o distanciamento não existem, principalmente ao pé do bar”, disse, sendo sua opinião que “as pessoas estão a viver as suas vidas tal como viviam antes da pandemia”.

Perante a situação, que tem também testemunhado, a presidente informou “estar em cima da mesa encerrar a feira” informando das “constantes chamadas de atenção” que “caem em vão”. No que diz respeito ao bar, “as pessoas respondem logo que estão a consumir, e a verdade é que estão de garrafa ou copo na mão, e estão sem máscara”.

Esclarecendo que “não há circuitos exigidos para feiras”, Sandra Fernandes explicou que a da freguesia das Gândaras reabriu somente após a da vila da Lousã, “na esperança de que pelo menos as pessoas já fossem um bocadinho sensibilizadas”, mas tal não se tem verificado.

No caso de ajuntamentos em cafés, que não se limita apenas a esta freguesia, a responsável deu o exemplo da zona da Papanata, em que encontra aglomerados de cerca de 20 pessoas. “Cumprem de um lado porque até usam máscara, mas não cumprem do outro” contou, informando que “a GNR passa no local e sensibiliza, mas o facto é que quando se vão embora, as pessoas já lá estão outra vez”.

Nesta reunião da AF, a ordem de trabalhos contemplou apenas um ponto, referente a informações escritas da presidente, em que se incluem as atas das reuniões do executivo realizadas entre julho e setembro, com a respetiva atividade autárquica. Os trabalhos mais frequentes dizem respeito a limpeza de bermas e valetas, intervenções em vias e infraestruturas da freguesia e também à higienização de espaços, com mais expressão devido à pandemia.  

Embora tenha sido aberta ao público mediante marcação prévia, a reunião da AF de setembro não registou nenhuma inscrição.

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