Maria Laranjeira

O Dia Internacional das Cooperativas comemora-se no primeiro sábado do mês de julho. Promovida pela CONFECOOP (Confederação Cooperativa Portuguesa) em articulação com a CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal) e a CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social), esta conferência, sob o lema Rebuild Better Together, foi coordenada por Joaquim Pequicho, diretor executivo da CONFECOOP.

Assim, aqui retomo o tema que iniciei na última edição do nosso jornal.

Neste excelente encontro, houve vários oradores de vulto, dos quais realço, desta vez, o Dr. Eduardo Graça (CASES), pelas suas palavras poderem ter uma importância fulcral sobre o cooperativismo no nosso país. Começou este orador por dizer que Portugal tem uma longa tradição de cooperativismo e que atualmente existem cerca de 2350 cooperativas, marcando forte presença no interior do país.

De grande proximidade em relação às comunidades, cerca de 60% têm pelo menos vinte anos de existência. Afinal, trata-se de vários e leais universos de cidadãos. Realçou que cerca de 90% dos trabalhadores das cooperativas têm contrato sem termo, contribuindo-se assim para a estabilidade de emprego.

O Dr. Eduardo Graça fez questão de salientar que o número de cooperativas criadas é maior do que o número das extintas.

Como nota menos positiva, disse que os dirigentes de topo são maioritariamente do sexo masculino, onde o trabalho não diretivo é entregue, em geral, às mulheres. Deixou assim claro que é tempo de alterar esta situação.

Por outro lado, ao contrário do que alguns possam pensar, o setor tende a ser cada vez menos arcaico, tecnicamente.

Terminou, mostrando a importância do cooperativismo como livre associação de cidadãos, com motivação intrínseca, dentro de um espírito democrático, com capacidade de resiliência, solidariedade e partilha e, cada vez mais, com espírito criativo e crítico face a toda uma realidade nova e pautada pela incerteza.

Vários oradores de renome intervieram, de seguida, mas o que me faz escrever este artigo prende-se com o facto de querer mostrar, aos nossos leitores, a premência de pensarmos o coletivo, sem esquecer o individual, percebendo todos que cooperar faz parte de uma filosofia de vida, a fim de podermos tornar o nosso mundo mais equilibrado e com mais oportunidades para todos.

Em solidariedade com este estar e este ser, o Jornal TREVIM, integrado na sua Cooperativa Editora e de Promoção Cultural, continua de portas abertas para passar a ter mais assinantes e mais colaboradores, dando o seu contributo para fazer, da Lousã, uma vila em que o coletivo cada vez mais se destaque, face ao individual.

Maria Laranjeira

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