As Associações Empresariais da Serra da Lousã (AESL), Poiares, Miranda do Corvo e de Penela visitaram as instalações do Hospital Compaixão (HC), em Miranda do Corvo, a convite da administração.

Com um investimento privado avaliado em cerca de 10 milhões de euros, esta infraestrutura prevê a criação de mais de 100 postos de trabalho e estar pronto a funcionar desde o início de 2019, o hospital encontra-se há cerca de 18 meses a aguardar a assinatura de um protocolo com a Administração Regional da Saúde (ARS) para abrir portas à população.

De acordo com comunicado enviado pela AESL, o administrador do Hospital explicou que este protocolo visa a “realização de intervenções hospitalares num valor mínimo de um milhão de euros/ano” que permitiria, entre muitos outros, “a realização de cirurgias e consultas de especialidade em lista de espera, exames auxiliares de diagnóstico de imagiologia (TAC, Raio-X e ecografias)”. Refira-se que este protocolo permitiria que “a população do interior do distrito de Coimbra, e não só, ter acesso a estes serviços sem necessidade de se deslocar aos grandes centros como por exemplo Coimbra, poupando a todos tempo e dinheiro, além de retirar pressão dos hospitais centrais, que estão a rebentar pelas costuras”.

Na mesma nota, a associação refere que, depois da visita, foram encetados diversos contactos “com todas as entidades responsáveis, nomeadamente Ministério da Saúde e Administração Regional de Saúde” (ARS), contudo, até à data, “ainda não foi obtida qualquer resposta”.

De acordo com os presidentes das Associações Empresariais, “se considerarmos todas as necessidades extra que o Covid-19 originou para todas as infraestruturas hospitalares desde março de 2020, ainda é menos compreensível que uma infraestrutura com esta capacidade esteja fechada há 18 meses e que a ARS ou Ministério da Saúde nada digam quais os motivos da não assinatura do referido protocolo”.

Os responsáveis acrescentaram ainda que “tendo em conta que a ARS e o Ministério, no último ano e meio, celebraram protocolos com diversas entidades equivalentes ao que o Hospital Compaixão pretende”, não compreendem o porquê da não celebração do referido protocolo que, por sua vez, “não implica qualquer custo extra para o Estado”.

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