No próximo sábado, dia 10, pelas 15:00, o Parque Carlos Reis é palco da apresentação do livro “Diz-lhe que tem de voar” do aluno lousanense Diogo Dias, uma das muitas atividades integradas na Semana das Artes, a decorrer desde dia 1, nas escolas e em vários espaços do concelho.

O programa, promovido pelo Agrupamento de Escolas da Lousã (AEL) em articulação com a Câmara Municipal, no âmbito do Plano Nacional das Artes (PNA), desenrolou-se principalmente nas escolas mas também no Museu Etnográfico Louzã Henriques e na Biblioteca Municipal Comendador Montenegro.

Segundo explicou ao Trevim Cristina Chau, coordenadora do PNA no AEL, o evento iniciou no dia 1, em que se assinala o Dia Mundial da Música, “com atividades nos Jardins de Infância, vários apontamentos musicais surpresa nas escolas e ouvindo Amália nas rádios da EB N.º1 e N.º2”.

Para além do Dia Mundial dos Animais, 4 de outubro, que foi comemorado com os alunos a criarem histórias e a desenhar, decorreram também várias exposições na EB N.º1, EB N.º2 e na Escola Secundária, e uma Oficina de Escrita, ligada à exposição do projeto municipal MUSA, que traz o museu para fora do seu espaço físico e o transporta para junto da comunidade escolar.

Houve ainda pintura com declamação de poemas no Museu Etnográfico, na EB N.º1 e EB Nº2, um workshop de cozinha vegetariana, e o programa Silêncio a Ler+, em articulação com o Plano Nacional de Leitura/Rede de Bibliotecas Escolares e a Câmara Municipal, uma atividade de leitura, que se realizou nas escolas e em vários pontos da Lousã.

“Apreciar outras formas de expressão cultural”

O AEL integra os primeiros 23 agrupamentos do país que aderiram ao PNA, tendo sido elaborado um Projeto Cultural de Escola (PCE), do qual Cristina Chau é coordenadora, e que contempla uma equipa de vários docentes, um Conselho Consultivo e um artista residente, que o agrupamento optou por ser o músico lousanense e também diretor do Trevim, Hélder Martins.

Para a coordenadora “o contacto dos alunos com as várias formas de arte é fundamental para o desenvolvimento global do indivíduo, da sua sensibilidade, do olhar, do sentir e do fruir”. O PNA, explicou, pretende “provocar os alunos, os professores, os não docentes, as famílias e a comunidade em geral a experimentar e a apreciar outras formas de expressão cultural, porventura menos comerciais, (re)criando hábitos culturais, o sentimento de pertença e o despertar para novas abordagens artísticas enquanto forma de conhecimento humano e da humanidade”.

Tendo em conta que, no ano letivo passado foi possível fazer várias atividades incluídas no PCE mas que muitas outras ficaram por realizar devido à pandemia de Covid-19, Cristina Chau faz ainda assim um balanço “muito positivo” ao nível da dinâmica cultural.

Aponta, contudo, que, para este ano letivo, “contrariamente ao que acontece com o Plano Nacional de Leitura e o de Cinema, até ao momento as escolas não receberam qualquer apoio, e sem dinheiro é difícil ter artistas ou ter recursos para estimular os alunos”. O Projeto Cultural de Escola iniciou o presente ano escolar com a realização da exposição de arte popular do acervo do Museu Etnográfico, na Escola Secundária – projeto MUSA, e para os meses de novembro e dezembro estão previstas sessões de cinema nos museus, na Escola Básica N.º1 e nos Jardins de Infância. Também em dezembro será apresentado o projeto musical “Um novo olhar sobre o Mundo”, com alunos de 5.º e 6.º ano, que está a ser trabalhado em Educação Musical e Complemento à Educação Artística, em articulação com o artista residente e a colaboração do Clube Oficina de Cinema, Comunicação e Artes de Palco. 

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