A revisão do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) da Lousã, que deverá agora vigorar por um período de dez anos, mereceu aprovação unânime na reunião da Assembleia Municipal de dia 24.

No documento, elaborado pelo Gabinete Técnico Florestal e que inclui dois cadernos, é referido que “os povoamentos de eucalipto ocupam uma área de cerca de 2600 hectares (ha), o que representa um aumento significativo relativamente a 2014, em que a área ocupada por esta espécie era de cerca 1580 ha, representando cerca de 25% da área florestal do concelho”.

Por outro lado, “a área florestal do concelho também aumentou, dado que muitas áreas outrora classificadas como agrícolas, devido ao abandono progressivo da agricultura, têm dado origem a terrenos florestais”, acrescenta o plano.

Note-se que a floresta “é a ocupação do solo dominante no concelho, representando cerca de 75,0% da área total do município”, verificando-se um aumento em relação a 2015, quando atingia 70,9% do território. Segundo os dados atualizados, o pinheiro bravo tem a ocupação dominante, ocupando cerca de 50% do total.

O PMDFCI teve de ser adaptado aos novos normativos e orientações fixadas na sequência da alteração do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios. A regulamentação passou a estabelecer que estes planos (de 3.ª geração) devem também ser aprovados pela Assembleia Municipal, após obterem o parecer vinculativo da autoridade florestal. Concluído o processo de aprovação, deve agora ser publicado no Diário da República e ser divulgado nos sítios da Internet do município, freguesias e ICNF. 

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