A imprensa livre e independente está em perigo. Portanto, é a própria Democracia que está em perigo. Tradicionalmente a subsistência de órgãos como o jornal Trevim estava assente nas assinaturas, na venda avulsa de exemplares e na comercialização de publicidade. Com a internet surgiu a promessa de um mundo de conteúdos gratuito para os consumidores em que a publicidade cobriria os custos da produção. Assim, os meios de receita foram sendo substituídos pela gratuitidade. Atualmente, temos um cenário catastrófico de conteúdos gratuitos, subscrições a preços que não cobrem as despesas e um negócio de publicidade pouco valorizado. É necessário termos consciência que os conteúdos de qualidade (informação, arte, cultura) que prestamos às/aos nossos leitoras/es, às/aos nossas/os empresárias/os, à sociedade e à Democracia, têm valor e esse valor tem custos que necessitam de ser assumidos para garantir qualidade.

Por tudo isto o Trevim apostou na renovação da sua presença na internet. Pretendemos desta forma alcançar mais leitores, conquistar mais assinantes, comercializar mais conteúdos, vender mais publicidade e levar o nosso jornal cada vez mais longe, no espaço e no tempo. Mas esta aposta vai muito além da disponibilização dos conteúdos na internet; em parceria com a Associação Portuguesa de Imprensa (API) a com a empresa PaperView, o Trevim vai adotar novas formas de pagamento mais simples e seguras (de forma confortável de acordo com os códigos éticos de privacidade e total autonomia do/a leitor/a), que permitirão aceder aos conteúdos por um valor justo. Assim, a partir do dia 8 de julho iremos introduzir um novo sistema que permitirá comprar os conteúdos que desejar ler, pagando pequenas quantias por cada um (micro-pagamentos). Poderá também assinar o nosso jornal na internet e lê-lo no computador, no tablet ou no telefone. Naturalmente, estes novos meios apenas complementam a nossa habitual edição impressa, disponível nas bancas há 53 anos.

Trevim online: como funciona?

Trevim.pt adotou um novo sistema de pagamento. De forma confortável, simples, segura, de acordo com os códigos éticos de privacidade e com total autonomia do/a leitor/a, o Trevim inaugura a comercialização de conteúdos através da internet. Idealizado e desenvolvido por Henrique Saias, administrador da empresa PaperView, que estabeleceu um acordo com a Associação Portuguesa de Imprensa assumindo o seu pioneirismo neste modelo de negócio ao nível mundial.

Este sistema é baseado numa carteira virtual pré-carregada (tal como funciona o pagamento das contas de telemóvel pré-pagos no multibanco). A criação da conta é gratuita e os carregamentos não têm comissões. Ou seja, todo o valor da operação de carregamento é utilizável na aquisição de conteúdos. A carteira pode ser carregada utilizando qualquer meio de pagamento habitual, (multibanco, MBWay, cartões de crédito e débito ou transferências bancárias).

De salientar que a opção do jornal Trevim deveu-se muito especialmente ao facto deste sistema proteger a privacidade das/os leitoras/es de formas totalmente inovadoras na internet: o sistema não guarda qualquer dado pessoal do/a leitor/a e é impossível saber através deste sistema que conteúdos o/a leitor/a consultou.

Mais informações sobre o sistema de pagamentos em <https://paperview.pt/info/> 

Editorial – Hélder Bruno Martins

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