Depois da ordem de confinamento, as instalações do Estádio José Redondo foram fechadas a todas as atividades.

No sentido de manter os atletas em atividade, mesmo que diferente da usual, a direção do clube decidiu, sob a orientação do treinador da equipa sénior professor Rui Carvoeira, realizar sessões teóricas via Zoom (plataforma de videoconferências na internet), começando por convidar alguns atletas e ex-atletas de alta competição que, junto de muitos atletas que quiseram estar em rede, explicaram os seus percursos desportivos.

Tudo isso visava alcançar como principal objetivo: a motivação para o treino e, sobretudo, demonstrar a todos que, com trabalho, se conseguem alcançar objetivos que, à partida, muitos se sentiriam incapazes.

Foram seis interessantíssimas palestras dirigidas por Rui Carvoeira que permitiram um diálogo fecundo com todos os intervenientes.

Na primeira sessão o convidado foi o nadador lousanense Gabriel Lopes que já alcançou os mínimos para os Jogos Olímpicos de Tóquio e algumas recentes presenças em Mundiais e Europeus.

Logo de seguida o atleta lousanense Frederico Curvelo, que corre pelo Benfica e é campeão nacional de Sub-23  nos 60, 100 e 200 metros.  Filho e sobrinho de ex-recordistas nacionais, Paulo e Pedro Curvelo que estiveram nos jogos olímpicos de Seoul e Barcelona. O Frederico foi a prova provada de que “filho de peixe sabe nadar”.

Pedro Leal atleta internacional de râguebi por 76 vezes e com um palmarés invejável nas World Sevens  Series, sendo o 13.º jogador de todos os tempos com mais pontos (1278)  e o 18.º em jogos realizados (338) foi o 3.º convidado.  Sem dúvida um exemplo para  todos, bem demonstrativo que, com trabalho, tudo se consegue.

O 4.º convidado foi Hugo Seco, um lousanense que se tornou profissional de futebol, com passagens por clubes  e países desde Portugal, Malta, Bulgária, Cazaquistão e Húngria.  Experiências que todos escutaram com muito agrado.

Logo de seguida os diretores, treinadores e atletas do clube tiveram uma excelente conversa com Paulo Duarte que é o mais internacional árbitro português com 96 jogos na World Sevens Series. Algo impensável seria ter um árbitro português na final do Torneio de Paris entre a Nova Zelândia e as Fidgi. Sem dúvida um precioso diamante no panorama do râguebi português.

Por último, Nuno Sousa Guedes, de 25 anos, jogador internacional de râguebi, que formado pelo CDUP, joga no Direito, tendo tido uma experiência da modalidade na Austrália. Uma boa referência para os nossos jovens jogadores que, ao longo da época, com ele contactaram.

Foram seis palestras que transmitiram muitos ensinamentos a vários níveis para todos os participantes.

Neste momento a direção já está a fazer reuniões de trabalho com o diretor técnico do clube e o treinador Rui Carvoeira, com vista a preparar o regresso gradual aos treinos, seguindo sempre as diretivas da Direação-Geral de Saúde e da Federação Portuguesa de Rugby. Muitas novidades de que daremos conta no próximo numero do Trevim.

José Oliveira Redondo, dirigente do RCL

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