Às 17:00 de 16 de abril, a fila para abastecimento nas bombas de combustível da Repsol, na Avenida Dr. José Maria Cardoso, contava mais de 20 viaturas. Uma corrida desenfreada aos combustíveis à escala nacional, consequência da greve dos motoristas de matérias perigosas, iniciada no dia 15 de abril, e levantada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), três dias depois. Em causa esteve a “individualização da atividade no âmbito da tabela salarial”, a revisão do “subsídio de risco”, a carência de “formação especial”, a atribuição de “seguros de vida específicos” e a realização de “exames médicos específicos”.

No segundo dia de greve, Raquel Coelho, funcionária da Repsol, disse ao Trevim não saber quanto tempo iria durar o combustível ainda disponível. “As pessoas atestam os depósitos inclusive com jerricãs, para se prevenirem, para levarem para casa”, explicou salientando que não tinha, até então, “nenhuma informação” quanto à data de reabastecimento das gasolineiras.

Pouco tempo depois, nas bombas da Galp, na Rua de Coimbra em frente à loja Lidl, o gasóleo já tinha acabado e “a gasolina por este andamento vai acabar também”, avisava a gerente Lídia Bandeira. No posto do hipermercado Intermarché, o funcionário Hugo Ferreira dava conta da existência de combustível – gasóleo e gasolina – “para hoje e para amanhã” ao mesmo tempo que verificava a afluência invulgar de veículos àquele estabelecimento. Depois de uma breve pesquisa por concelhos na plataforma digital “janaodaparaabastecer.vost.pt”, criada pelos Voluntários Digitais em Situações de Emergência (VOST Portugal) para compilar informação sobre os postos sem combustível, a lista mostrava que na manhã do dia 17, já não havia gasóleo disponível em nenhum dos postos existentes no município da Lousã. Ao longo do período de greve, a página chegou a atingir perto de dois milhões de visualizações.

 

Leia a notícia completa na edição impressa do Trevim n.º 1403

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