O lançamento do primeiro concurso público para a implantação do sistema de autocarros elétricos Metrobus no antigo Ramal da Lousã não convenceu todos as fações políticas com assento na Assembleia Municipal da Lousã. Durante a reunião de 12 de fevereiro, a maioria socialista manifestou a sua crença de que agora é de vez. Contudo, o BE, a CDU e alguns deputados da bancada social-democrata mostraram-se desconfiantes.

“O sr. Primeiro Ministro veio aí lançado, como sempre, em megaprojetos. Vamos ver o que é que vai acontecer, até porque isto tudo implica a vida de muitos cidadãos e verifica-se que muitas das pessoas ainda não sabem se é pior, ou se é melhor”, referiu a deputada Conceição Loureiro, da CDU, propondo a realização de sessões de esclarecimento aos moradores. Já o Bloco de Esquerda, por intermédio de Aires Ventura, ironizou sobre vários aspetos do sistema apresentado, do qual fizemos eco na última edição. “Vejamos a dualidade de critérios deste governo: há pouco tempo atrás, o Secretário de Estado das Infraestruturas esteve na região do Vale do Sousa a propósito da decisão de elaborar um estudo para um projeto de uma linha ferroviária que atravessaria cinco concelhos.

O Secretário de Estado Guilherme d’Oliveira Martins disse que era um projeto “apaixonante” numa zona do país com grande atividade económica (…) disse ainda que esta vontade de levar avante este projeto é porque o Governo está a cumprir com aquilo que a população pede. Então as populações da Lousã e Miranda do Corvo não pediram?” perguntou, avivando a memória ao referir-se à petição a favor da reposição da ferrovia, promovida pela Cooperativa Trevim, que obteve mais de oito mil assinaturas e que foi discutida e aprovada na Assembleia da República. “Onde está a seriedade e o respeito pelas populações?”, disse, considerando que a diferença de atitude tem a ver com o facto dos os autarcas da região “assobiarem para o lado” e “virarem as costas aos interesses das populações”.

Leia a notícia completa na edição impressa do Trevim n.º 1399

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