A “Casa São José” fechou as portas no início de janeiro deixando saudades entre os seus clientes, oriundos de vários pontos da região, e até do Norte do país. A vender marcas portuguesas de renome, a casa comercial sempre primou pela qualidade. Além disso, faz parte da história do concelho por ter sido o primeiro pronto-a-vestir que a vila teve.

Laurinda Silva, dos Ramalhais, conta pormenores. Tinha apenas 13 anos quando foi admitida a 1 de abril de 1969 na loja “Tricana”, na Rua Pires de Carvalho, nº 71, na Lousã. Na altura, era uma retrosaria, que vendia tecidos, lãs e todo o tipo de produtos do ramo. Pode dizer-se que era a quarta loja da empresa Polifirma Ferreira Lda., que já detinha três em Coimbra: “Casa de São José, nº1”, na Rua do Brasil, 352; “Tribuna Sapataria”, na Travessa do Teodoro; e “Tricot Malha”, na Rua do Brasil, junto ao “sinaleiro”.

Alguns anos mais tarde da abertura da loja na Lousã, a retrosaria converteu-se em pronto-a-vestir. “Penso que a 13 de setembro de 1973, ainda antes do 25 de abril, abrimos como pronto-a-vestir, fomos das primeiras pessoas a fazer saldos. Os clientes faziam fila”, lembra Laurinda Silva, hoje com 62 anos, confessando que se vendia muita “camisete” e calças de ganga. “Havia sábados em que era necessário estar uma pessoa à porta a controlar as entradas”, refere, por seu lado, António Ferreira, antigo sócio da Polifirma Ferreira Lda., e um dos dois associados da empresa Martins e Ferreira, Lda., que sucedeu a anterior após o 25 de abril.

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