Reunida na sede da Junta de Freguesia das Gândaras, no dia 12 de dezembro, a Assembleia Municipal da Lousã aprovou com 23 votos a favor e duas abstenções (PS, CDU) a criação de um sistema intermunicipal de serviços de abastecimento público de água, saneamento de águas residuais e recolha de resíduos urbanos, gerido por uma empresa intermunicipal.

De acordo com os documentos em apreciação, integram esta empresa de capitais cem por cento municipais, os municípios de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares, no total de 11.

Apesar da aprovação, vozes de diferentes quadrantes políticos se afirmaram reticentes face à criação da empresa. “Pergunto se esta solução foi ponderada ou não, porque é uma solução muito cara, sabemos que vai caber à CML o pagamento de 200 mil euros para a nova empresa, sendo necessários 170 milhões para fortalecer ou fazer nova rede de distribuição de água”, disse Conceição Loureiro, da CDU. Carlos Honório, do BE, apresentou também as suas dúvidas, perguntando se “no futuro estava garantida a não privatização”, alertando ainda para o facto de caber à Câmara Municipal da Lousã o pagamento da maior fatia de capital. Embora considerando tratar-se de “um ponto de viragem no paradigma de gestão” da água, “esta é uma questão que nos deixa com uma dose ‘qb’ de apreensão”, salientou, por seu lado, Ana Paula Sançana, do PSD.

Já Luís Martins, do PS, enumerou as várias vantagens associadas à criação da empresa intermunicipal, em oposição às deficiências atuais dos serviços. “As perdas de água são elevadas, assim como infiltrações nos coletores. O parque de veículos de recolha de resíduos urbanos está envelhecido e a lavagem dos contentores de recolha é insuficiente. Todos os municípios apresentam resultados operacionais negativos nos serviços de abastecimento de água e saneamento”, referiu, salientando depois as vantagens da nova empresa: “obtenção de sinergias económicas de escala (…) acabar com o existente défice operacional no valor de quase seis milhões de euros, nos 11 municípios, é garantida a estabilidade tarifária, a longo prazo, verificando-se a implantação de um tarifário que recupera todos os custos dos vários serviços ao mesmo tempo que adota as tarifas sociais das famílias numerosas, em cumprimento das recomendações do regulador”.

Leia a notícia completa na edição impressa do Trevim n.º 1394

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