Este ano, a castanha ainda não está muito desenvolvida. Os proprietários de castanheiros da Serra da Lousã testemunham ao nosso jornal que o fruto está “atrasado”, ainda pouco maduro, pelo facto dos ouriços ainda não estarem suficientemente abertos.

Além das condições climatéricas adversas, Cristina Fernandes, de Serpins, dá-nos conta da ação da vespa do castanheiro, que tem afetado os cerca de 50 castanheiros que detém nas encostas serranas, fragilizando a espécie e provocando uma redução de produto viável para colheita. “No início do ano largaram um inseto para matar a vespa, e ainda não resultou. Houve uma grande quebra na produção, por causa disso. Costumávamos ter mil quilos de castanhas, este ano só deveremos ter entre os 200 e os 300 kg”, referiu ao Trevim.

As consequências desta praga já se sentem desde o ano passado, o que impediu os proprietários de ir a algumas feiras para vender castanhas. “Há três, quatro anos, eu apanhava mil kg de castanhas, ia para a Tocha vender castanhas, e era um regalo. Já o ano passado não fui e este ano também não. A vespa prejudicou muito a produção, porque os castanheiros estão a perder a força, é um bichinho pequeno mas é muito complicado”.

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