As comemorações do 50 aniversário do Jornal Trevim culminaram este sábado com uma gala no Hotel Palácio da Lousã. Não se tratou apenas de um jantar, ou de um encontro de amigos e colaboradores deste periódico. Foi uma retrospectiva do que foi, e é, este jornal, que já conta com meio século, com especial atenção aos sete fundadores que lhe deram vida. Vários quadrantes partidários estiveram presentes, um gesto que pode ser interpretado como resultado não só do rigor como também isenção, valores pelos quais o Trevim sempre se procurou reger, seja no passado como também no presente, princípios de que não pode abdicar caso queira ter futuro. Se é uma tarefa fácil, há que dizer que não, tendo em conta que são pilares que terão de ser inamovíveis, sem ceder a quaisquer tipo de pressões, venham elas das forças políticas, económicas ou de qualquer outra natureza.

Celebrou-se a liberdade de imprensa, mas o momento era oportuno para distinguir pessoas ou instituições que muito honraram a nossa terra. Neste meio século que passou, a Lousã foi em muitos casos um exemplo de cidadania, de cultura ou mesmo na área da saúde. Não será necessário estar a enumerar as boas referências que muito nos orgulham dentro e fora do nosso concelho.

O Trevim, atento à realidade da sua terra, não poderia deixar de reconhecer aqueles que se distinguiram pela sua dedicação aos outros, a causas nobres, do interesse colectivo. No fim do evento, haveria lugar para uma atenção especial ao histórico diretor deste jornal, Pedro Malta, que ao longo de mais de duas décadas teve, por vezes a custo, de fazer navegar este quinzenário em águas tão tumultuosas. Contas feitas, não é só o Trevim que está de parabéns, é a própria Lousã.

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