A recolha do mel certificado da Serra da Lousã está atrasada um mês, consequência dos incêndios do ano passado. O fenómeno devastou apiários por completo e destruiu grande parte da flora essencial à produção de mel.

Ausência de alimento, temperaturas altas e o período seco que antecedeu os incêndios deixou as abelhas sobreviventes num estado de grande debilitação, conta Ana Paula Sançana, diretora executiva da Lousamel. Este ano, devido a períodos longos de chuva, os enxames não fizeram colecta de néctar e pólen que era esperada, tendo “dificuldade em desenvolver-se e em prosperar”. A urze, flora rica em néctar que dá origem ao Mel da Serra da Lousã DOP, uma das Denominações de Origem Protegida mais antigas do país, “apareceu mais tarde e de forma muito escassa.”

Continua na edição impressa do Trevim nº 1385

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