Comissão Técnica sobre fogos florestais

identifica falhas e aponta medidas de prevenção

Falhas na programação do socorro e na rede de comunicações e um “dramático abandono” das populações foram identificados pela comissão técnica independente na análise dos grandes incêndios de 2017, reconhecendo uma conjugação extraordinária de fatores meteorológicos. A comissão de peritos entregou a 20 de março no parlamento o relatório dos fogos de 14 a 16 de outubro, que envolveram mais de quatro dezenas de concelhos de oito distritos do país.

O documento, que atualiza para 48 o número de mortos (maioritariamente idosos) destes incêndios, conclui que falhou a capacidade de “previsão e programação” para “minimizar a extensão” do fogo na região Centro (onde ocorreram as mortes), perante as previsões meteorológicas de temperaturas elevadas e vento forte, num período de seca extrema.

Os especialistas registam que a junção de vários fatores meteorológicos constituiu “o maior fenómeno piro-convectivo registado na Europa até ao momento e o maior do mundo em 2017, com uma média de 10 mil hectares ardidos por hora entre as 16:00 do dia 15 de outubro e as 05:00 do dia 16”.

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