Um mês depois da tragédia que dizimou as antigas instalações no polo industrial de Vale da Ursa, em Serpins, o gerente Paulo Carvalho já está a encarar o futuro com mais otimismo.

O slogan colocado à entrada “Movicarvalho – estamos a renascer”, convida a uma visita às novas instalações, como se ali estivesse em crescimento um novo amanhã. A vontade de levantar a empresa de forma a que esta volte a ser o que era, levou a gerência a investir já 100 000 euros em maquinaria em segunda mão, por investimento próprio. “São máquinas usadas que permitem fazer mobiliário simples”, explicou Paulo Carvalho, acrescentando que a empresa ainda está a trabalhar devagar, a cerca de 25%.

São estas máquinas, algumas madeiras e material já pronto para entrega que estão a preencher o novo espaço empresarial, nos Matinhos, propriedade de Suzana Redondo, que o cedeu durante meio ano para a empresa começar a laborar. A Câmara Municipal da Lousã já deu a garantia que vai assegurar o valor do arrendamento durante mais seis meses. Estes apoios ajudam Paulo Carvalho a começar a sorrir.

“São apoios muito importantes. Os primeiros tempos foram…”, interrompe a frase, porque lhe faltam as palavras para descrever com rigor o que tem passado. Sabe que não é o único a ter prejuízos avultados, por isso encara os apoios do Estado com algum ceticismo.

Continua na edição impressa do Trevim n.º 1366

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