A recente tragédia dos incêndios florestais e as suas consequências, a nível nacional e no concelho, onde foi atingida uma área de cerca de cinco mil hectares, marcou a tomada de posse dos membros do novo Executivo e da Assembleia Municipal da Lousã. Durante a cerimónia, no salão nobre dos Paços do Concelho, foi cumprido um minuto de silêncio em memória das vítimas. Luís Antunes assumiu o cargo de presidente da Câmara acompanhado por mais cinco eleitos do PS: Rui Lopes, Ricardo Fernandes, Ana Ferreira (que transitam da anterior vereação), Henriqueta Oliveira e Orlando Ferreira. Vítor Carvalho é o vereador do PSD, que assume funções face à renúncia do cabeça de lista, Joaquim Lourenço.
Na sua intervenção, Luís Antunes lembrou a “dimensão de que não há memória” do fogo que assolou o concelho mas defendeu que este novo ciclo autárquico é também sinónimo de “renascer”. “Juntos vamos ultrapassar este momento”, garantiu. O autarca disse que é necessário “trabalhar para que os impactos negativos sejam minorados e se proceda à recuperação”, adiantando que a metodologia de trabalho será igual à que foi utilizada em Pedrógão Grande. Apelando a que se apurem as origens dos incêndios, o edil acrescentou que “depois de ultrapassarmos estas dificuldades seremos uma comunidade mais resiliente e determinada”.
Para o novo mandato Luís Antunes garantiu que trabalhará com todos os lousanenses e que o seu programa é “ambicioso, mas realista”, pretendendo uma maior qualidade de vida no concelho e garantindo que a prioridade continuará a ser as pessoas. “Os lousanenses confiaram em nós. Dá-nos motivação mas também responsabilidade acrescida”.
Por sua vez, o novo presidente da Assembleia Municipal, Carlos Seco, que no mandato anterior exerceu o cargo de vereador, deixou palavras de “conforto, encorajamento e solidariedade” para com os que foram afetados pelos incêndios e cumprimentou todos os que travaram a luta contra os fogos. “Iremos continuar a trabalhar para evitar este tipo de catástrofes”, garantiu. O autarca saudou ainda os lousanenses que garantiram ao PS uma “maioria inequívoca” e prometeu “determinação, rigor, seriedade e transparência” e que a Assembleia será “colaborante e exigente com o Executivo Municipal”. Por fim, disse ainda que aquele órgão deve ser um “lugar de reflexão e de encontro democrático”.

Continua na edição impressa do Trevim n.º 1364

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