Ponto de Vista, por Pedro Júlio Malta

Deu o nosso jornal apetecível destaque de primeira página, na última edição, à construção próxima de uma rotunda que visa agilizar o trânsito na zona do Centro de Saúde. Para apresentação do melhoramento realizou-se uma cerimónia, com pompa e circunstância, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Estiveram presentes Guilherme d’Oliveira Martins, secretário de Estado das Infraestruturas, e José Serrando Gordo, vice-presidente da empresa pública Infraestruturas de Portugal, que vieram dar explicações sobre a importância da obra projectada.
Na ocasião o presidente da Câmara teve oportunidade de esclarecer que a cerimónia significa “o culminar de um processo importante”, que resulta de uma “luta sistemática e persistente”, que durou “cinco anos desde as primeiras diligências”. É obra!
A rotunda, como, pelos vistos, ficou demonstrado, é obra valiosa. Mas a construção de uma simples rotunda não poderia ter-se ficado por um comunicado da autarquia a anunciar a benfeitoria, em vez de todo o aparato governamental e autárquico de que a cerimónia se fez rodear ?
Já agora, que vem a talhe de foice, seja-nos permitido inquirir: Para quando a segurança dos peões na travessia e cruzamento da Rua do Comércio, sobretudo no espaço entre a Rua António Costa Mesquita e a Praça Cândido dos Reis ? Será que tão simples correcção vai necessitar de ser integrada na mesma “Estratégia de actuação na rede rodoviária nacional”, em que foi incluída a nova rotunda?

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